Arquivo da categoria ‘pensamentos soltos’

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Me deixa?

21 março 2010

Eu sempre gostei muito do filme A Lot Like Love. Sempre achei que seria assim. Que daqui uns seis anos você apareceria do nada e me levaria pra participar da sua vida oficialmente.

Esse ano vamos comemorar os seis anos tão esperados por mim. Você nem fala comigo. As vezes fica na minha frente mas eu prefiro dar meia volta a passar do seu lado e ser evitada.

O filme acaba quando a Emily percebe que não quer viver sem o Oliver e corre contra o tempo procurando por ele. Até descobrir que há um casamento na casa do Oliver. Mas não é o dele, é o da irmã dele. E o filme acaba e me deixa com a sensação de invejinha profunda.

Minha irmã casou, e você não estava presente. Eu não convidei, você não iria.

Ontem eu sai e de todo o tempo, 80% eu lembrei de você. Peguei o celular na mão várias vezes na intenção de ligar, você atender e eu falar:

-Oi. Tens meia hora pra conversar cmg?

Mas se você respondesse que não, eu morreria ainda mais. Eu sinto sua falta o tempo todo. Ninguém se equipara a você. Eu não sei comparar. Eu sei fingir que tá tudo ótimo.

Eu sei dizer que tá tudo bem. Que meu cabelo é lindo mesmo. Que me arrumei super rápido.

Mas não me pede pra dizer que eu não me importo. Nem me pede pra não me importar. Mas deixa eu te pedir pra voltar?

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Demorei

20 janeiro 2010

Eu demorei pra perceber que as coisas haviam acabado. Assim, da pior forma possível. Sem anunciar,  sem pedir, sem seque perceber que haviam acabado.

E acabaram.

Eu chorei até não ter mais forças, mas sozinha, ninguém precisa saber que as vezes eu choro. Ainda prefiro ter um coração de pedra na frente dos outros. Faz com que me sinta mais forte.

E acabaram. Tudo. Não sobrou nem pó!  e a parte que eu menos percebi é que acabou o amor. Seria triste, se apenas o amor houvesse acabado.

O Amor acaba? Pois eu sinto que sim. Como se houvesse acordado um dia e tivesse percebido que aquilo que um dia eu mais quis, aquilo que um dia eu mais implorei que acontecesse, já era indiferente. E como é bom que as coisas fiquem indiferentes nessa situação.  Machuca menos. Durmo mais.

E dormir me deixa com a pele boa, o coração sossegado e a alma mais leve…

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deu.

13 maio 2009

Eu cansei.
Não quero mais brincar assim. Deu.
Eu não quero mais falar que tá tudo bem. Não tá tudo bem. Nem estava mais da metade das vezes que eu disse que estava. Eu só falei pra não deixar existir a possibilidade de você se sentir mal.
Eu não queria falar com ninguém aquela hora, eu queria um abraço. O teu abraço pra ser mais precisa. Tuas palavras eu estava tendo momentos antes. Eu queria tua presença.
Eu também não quero mais brincar de gente grande, de responder por todos meus atos. Eu quero cafuné, festinha na barriga. Eu quero a tua voz junto do teu braço, no teu abraço.
E eu nunca quis te cobrar satisfações ou justificativas. Eu queria a tua cumplicidade.

Mas deixa pra lá. Agora eu não quero mais nada.

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A presença da ausência

12 dezembro 2008

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Logo o céu vai clarear, a sandália que fica no chão, com cada pé de um lado. O olho borrado, anunciado pelo espelho, é só o resultado de uma noite não dormida, talvez aproveitada. Talvez se… ou então se…
A certeza ficou sabe-se lá em qual garrafa, agora vazia. A alegria procurada nelas não apareceu. É hora de ir para a cama. De não pensar, muito menos de lembrar. Cada vez mais se faz presente, e não é agradável.
Os olhos se fecham, mas os ouvidos continuam atentos a todos ruídos, que já não existem mais. Aquela frase. Essa frase. Ela não pára de se repetir, e novamente, e denovo, mais uma vez.
Agora era a hora do abraço, do afago, das palavras trocadas que agora são substituídas pela presença.

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Vai um café?

8 dezembro 2008

Ao olhar pela janela, com as pernas cruzadas, em cima do sofá, uma caneca cheia de café dentro do jeitinho que gosto.
É estranho. Mas é bom. Não sei quanto bom, mas é bom. Gosto de café quentinho.
É doce e quentinho. Gosto disso.
Na verdade não gosto tanto e nem tá tudo muito bem. Mas assim é mais fácil, ninguém pergunta, ninguém indaga e ninguém questiona nada.
Assim você não sabe que eu odeio isso e ainda aquele outro. Que isso é o que mais me incomoda e que eu não sei.
É diferente, mas é normal e não é novo.
E eu não estou falando mais do café.

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Chuva

20 novembro 2008

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eu pensei algumas formas de começar a explicar isso. melhor falando, tentando explicar. acontece que toda vez que eu começo, aparece um bolo na garganta, meus olhos de enchem de lágrimas e o coração aperta. uma mistura de desespero, saudade e indiferença se instala aqui. eu tô tentando parecer forte, mas sabe? tá dificil…

eu to com medo. eu tô morrendo de medo.

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as palavras…

4 novembro 2008

O pior de tudo foi quando virou dor física. A dor sentida se tornou dor física. E eu não aguentei por muito tempo…

“As palavras comovem, mas os exemplos arrastam.”

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Palavras ao vento

7 outubro 2008
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Não é porque…

1 outubro 2008

Não tenho dúvidas que com você daria certo.

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se você…

23 setembro 2008

“… quiser ser meu namoradinho
E me der o seu carinho sem ter fim
Pra você eu digo sim”

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